III - Histórias

ismático, doente, azedo, apoquentado,
Eu agourava o crime, as facas, a enxovia,
Assim que um besuntão dos tais se apercebia
Da minha blusa azul e branca, de riscado.
Mináveis, ao serão, a cabecita loira,
Com contos de província, ingénuas criaditas:
Quadrilhas assaltando as quintas mais bonitas,
E pondo a gente fina, em postas, de salmoira!
Na noite velha, a mim, como tições ardendo,
Fitavam-me os olhões pesados das ciganas;
Deitavam-nos o fogo aos prédios e arribanas;
Cercava-me um incêndio ensanguentado, horrendo.
E eu que era um cavalão, eu que fazia pinos,
Eu que jogava a pedra, eu que corria tanto,
Sonhava que os ladrões – homens de quem me espanto –
Roubavam para azeite a carne dos meninos!
E protegia-te, eu, naquele Outono brando,
Mal tu sentias entre as serras esmoitadas,
Gritos de maiorais, mugidos de boiadas,
Branca de susto, meiga, e míope, estacando!